"A Mortalha de Alzira" é uma obra de Aluísio de Azevedo, publicada inicialmente como folhetim em 1891 sob o pseudônimo de Vítor Leal. O romance é dividido em duas partes e explora temas de mistério, amor e conflitos internos. A narrativa começa com a descrição de uma cela misteriosa, introduzindo o leitor a um ambiente de suspense. Frei Ozéas, um dos personagens centrais, é apresentado junto com um engeitado, uma criança abandonada, que simboliza a inocência e a pureza em meio a um mundo de intrigas e segredos. A história se desenrola com a exploração de temas como a virgindade masculina, o amor não correspondido e as complexidades das relações humanas. Azevedo utiliza uma linguagem rica e detalhada para descrever as emoções e dilemas dos personagens, criando uma atmosfera envolvente e cativante. A segunda parte do romance aprofunda-se nos sentimentos de perda e desilusão, com capítulos que abordam o murchar de uma flor como metáfora para a decadência emocional dos personagens. O autor também explora a luta interna de Ângelo, um personagem que enfrenta seus próprios demônios e dúvidas. A obra culmina em uma reflexão sobre a vida, a morte e o amor, deixando o leitor a ponderar sobre as misérias do coração humano.